1 Modelo completo resolvido de automação de uma indústria de cerveja artesanal
Onei de Barros Junior edited this page 2026-04-24 19:17:35 +00:00

🍺 PROJETO COMPLETO

Automação de uma Indústria de Cerveja Artesanal


1. INTRODUÇÃO

Este projeto tem como objetivo desenvolver o planejamento de uma linha automatizada para produção de cerveja artesanal, utilizando conceitos de automação industrial, controle de processos e programação em CLP.

A automação será aplicada para:

  • Aumentar a produtividade
  • Garantir padronização da qualidade
  • Reduzir intervenção humana direta

O sistema será baseado em controle automático com supervisão humana, conforme o conceito de sistemas automatizados apresentados no livro .


2. DESCRIÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO

O processo produtivo é composto pelas seguintes etapas:

2.1 Moagem

  • O malte é triturado para facilitar a extração de açúcares.

2.2 Mosturação

  • Mistura do malte com água aquecida.
  • Controle de temperatura em rampas.

2.3 Filtragem

  • Separação do mosto líquido do resíduo sólido.

2.4 Fervura

  • Esterilização e adição de lúpulo.

2.5 Resfriamento

  • Redução rápida da temperatura.

2.6 Fermentação

  • Conversão de açúcares em álcool.

2.7 Envase

  • Preenchimento automático das garrafas.

3. TIPO DE AUTOMAÇÃO

Automação Flexível

Justificativa:

  • Produção de diferentes tipos de cerveja
  • Possibilidade de alterar receitas
  • Produção em lotes

Baseado na classificação do livro, trata-se de produção com variedade moderada e necessidade de adaptação .


4. CLASSIFICAÇÃO DO PROCESSO

✔ Processo híbrido:

  • Contínuo: mosturação, fervura, fermentação
  • Discreto: envase

5. FLUXOGRAMA DO PROCESSO

Malte → Moagem → Mosturação → Filtragem → Fervura → Resfriamento → Fermentação → Envase

6. VARIÁVEIS DO SISTEMA

6.1 Entradas (Sensores)

Variável Tipo Unidade Local
Temperatura Analógica °C Tanques
Nível Analógica % Reservatórios
Vazão Analógica L/min Tubulações
Pressão Analógica bar Fermentador
Botão Start Digital - Painel

6.2 Saídas (Atuadores)

Atuador Tipo Função
Resistência elétrica Digital Aquecimento
Válvula solenoide Digital Controle de fluxo
Bomba Digital Transferência
Agitador Digital Mistura

7. ARQUITETURA DO SISTEMA

Sensores → CLP → Atuadores
            ↓
           IHM
  • CLP: responsável pelo controle do processo
  • Sensores: monitoramento
  • Atuadores: execução
  • IHM: supervisão

Essa estrutura segue o modelo de sistema de controle com sensores, atuadores e comando .


8. ESTRATÉGIA DE CONTROLE

8.1 Tipo de malha

✔ Malha fechada (feedback)

Justificativa:

  • Necessidade de correção automática de variáveis

8.2 Tipos de controle

Processo Controle Justificativa
Temperatura (mostura) PID Alta precisão
Nível Liga/Desliga Simples
Vazão Proporcional Ajuste contínuo
Envase Temporizado Repetição

Baseado nas técnicas clássicas de controle (PID, liga/desliga) .


9. LÓGICA DE AUTOMAÇÃO

9.1 Sequenciamento

  1. Start
  2. Encher tanque
  3. Aquecer água
  4. Adicionar malte
  5. Misturar
  6. Transferir para fervura
  7. Resfriar
  8. Fermentar
  9. Envasar

9.2 Intertravamentos

  • Não aquecer sem nível mínimo
  • Não ligar bomba sem válvula aberta
  • Não iniciar envase sem garrafa detectada

9.3 Alarmes

  • Alta temperatura
  • Nível baixo
  • Falha de sensor

10. PROGRAMAÇÃO LADDER (EXEMPLO)

10.1 Start/Stop

| I0.0 (Start) |----[ ]---------( M0.0 Sistema Ativo )
| I0.1 (Stop)  |----[/]---------( M0.0 )

10.2 Controle de aquecimento

| M0.0 | Nível_OK | Temp < Setpoint |
|------[ ]----[ ]----[ ]--------( Q0.1 Resistência )

10.3 Intertravamento

| Bomba |
|------[ ]----[ ] Válvula Aberta ----( Q0.0 )

10.4 Temporizador (envase)

| Sensor Garrafa |
|------[ ]--------( TON T1 5s )

| T1 |
|------[ ]--------( Válvula Envase )

11. ENDEREÇAMENTO

Endereço Tipo Descrição
I0.0 Entrada Start
I0.1 Entrada Stop
I0.2 Entrada Sensor nível
AI0 Entrada Temperatura
Q0.0 Saída Bomba
Q0.1 Saída Resistência

12. IHM

Funções:

  • Start / Stop
  • Exibição de temperatura
  • Exibição de nível
  • Seleção de receita

13. PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO

  • Produção: 500 L/dia
  • Tipo: Batch (lotes)
  • Flexibilidade: receitas configuráveis

14. SEGURANÇA E LIMITAÇÕES

Segurança

  • Botão de emergência
  • Proteção contra sobretemperatura
  • Intertravamentos

Limitações

  • Custo do sistema
  • Complexidade de controle PID
  • Dependência de sensores

15. CONCLUSÃO

O sistema proposto permite:

  • Controle eficiente do processo
  • Padronização da produção
  • Redução de erros operacionais

A automação integra sensores, atuadores e CLP, garantindo um sistema robusto e adaptável, conforme os princípios de controle e automação industrial apresentados no material .


💡 PRÓXIMOS PASSOS

👉 Para avaliar a funcionalidade possível gerar **simulação no TIA Portal / Factory I/O